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Agora, depois de todo o sofrido processo, sinto-me realmente feliz por ter escolhido o caminho que me apontava coração, que de resto é o que sempre faço.

Marise Myrrha

Doadora - Professora

 

 

 

 

Desde o momento em que eu soube que a doença do Rubinho só poderia ser curada através de um transplante, me coloquei no papel de potencial doadora.  Eu achava engraçado quando várias pessoas falavam da grandeza do meu gesto, do meu desprendimento, da minha coragem.

 

Ora, o que eu me propunha a fazer por meu irmão nem por um momento me soava como um sacrifício.  Como é que eu poderia viver tranqüila sabendo que poderia ter ajudado uma pessoa que eu realmente amo a ter vida e, mais importante ainda, qualidade de vida e não o fiz por medo de uma cirurgia ou da dor?

 

Quando a cirurgia foi marcada para o dia 22 de setembro achei que era um sinal de que tudo daria certo, já que eu iria fazer 40 anos nesse dia.  Além do mais, seria muito bom entrar nos “enta” anestesiada.

 

Agora, depois de todo o sofrido processo, sinto-me realmente feliz por ter escolhido o caminho que me apontava o coração, que de resto é o que sempre faço.

 


 

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